sábado, 24 de maio de 2008

O Fio de Ariadne (Benjamim Azoar)

Enfim, reconheço meus três degredos
O degredo do eu em favor do ego idealizado
O degredo do eu em favor do outro idealizado
O degredo do eu em favor da retórica barata

A tangente só não me foi possível nos sonhos
E nos ditos de olhos semicerrados

Toda ascensão e queda são possíveis apenas na incitação mórfica
De resto, há encenação no teatro sem luz
A crença, a desconfiança, a autopiedade, o resmungo blasfemo
São temas de um mau ator, que recusa direção

O fio de Ariadne só liberta o Minotauro

Um comentário:

Anônimo disse...

cada vez mais filosófico, não? ;)